Eu lembro de elefantes, os outros animais eram figurantes. Só os elefantes me chamaram a atenção. Eram coloridos. Lembro também dos fogos de artifício. Parecia uma chuva de cores, de fato. Azul, verde, amarelo, roxo, rosa, laranja.. pingando. Talvez por isso elefantes coloridos. Não era carnaval, apesar dos confetes. Havia um caos inexplicável. Eu andava sem entender, mas meu coração não gritava.
Ele surgiu sabe-lá-deus-de-onde. Conversava comigo. Era algo interessante. Sempre é. Parou num pier, eu olhava pra ele. Sentamos. Coloquei os pés na água e olhei pra frente. A água no meu pé não era a do mar. Era chuva. Uma chuva forte que inundava a cidade. Só se via a parte de cima da Hercílio Luz. Todo o resto, imergido. Se eu continuasse sonhando, talvez morresse ali.
| - the dreams in which I'm dying are the best I 've ever had; - |
Inundado.
A casa dele foi a única da rua em que a água não entrou, parece que era um pouco mais alta que as outras.
Acontece que, como no sonho, os pés dele ficaram secos.
Não pela premonição, ou seja lá o que for isso. Gosto desse sonho pela chuva de cores. Pela companhia. E por essa ter gostado da minha psicodelia latente.

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